sexta-feira, 24 de junho de 2016

George Smith (1840 - 1876)

                                    
Arqueólogo bíblico e assiriólogo nascido em Chelsea, London, que trabalhando no British Museum, em Londres, descobriu (1872) através do tablete 11 do épico de Gilgamés ou Gilgamesh a antiguidade do relato do dilúvio. Filho de um modesto operário, e na adolescência estudou escultura. Tornou-se interessado nas explorações de Layard e Rawlinson, e durante os anos seguintes dedicou seu tempo livre para estudar inscrições de cuneiformes no British Museum. Sua dedicação chamou a atenção de Sir Henry Rawlinson e lhe permitiu o uso de seu gabinete no museu e colocou muitas inscrições à sua disposição. Depois dos primeiros progressos de seu protegido, Sir Henry sugeriu aos financiadores do Museu que ele fosse contratado para se dedicar ao estudo das Inscrições em (Cuneiforme da Ásia Ocidental. Assim ele foi nomeado (1867) assistente no departamento de assiriologia. Seu primeiro sucesso foi a descoberta de duas inscrições, uma sobre a data de um eclipse total do sol (763 a. C.) e outra sobre a data de uma invasão de Babilônia pelos Elamites (2280 a. C.). Quatro anos depois publicou Annals of Assur-bani-pal (1871) e apresentou a recentemente-fundada Society of Biblical Archaeology, o paperThe Early History of Babylonia, e uma prova do seu deciframento das inscrições cipriotas. No ano seguinte alcançou fama mundial ao apresentar ao mundo científico inglês, em Londres (1872) uma coleção de tábuas de barro cozido trazidas da biblioteca de Assurbanipal em Nínive, considerada uma dez maiores descobertas da arqueologia bíblica por Walter Kaiser, com o texto cuneiforme da Epopéia Mesopotâmica de Gilgamesh, de sugestivo paralelismo com o relato bíblico do dilúvio. Depois desta descoberta, aos poucos foram se descobrindo outros mitos babilônicos de semelhança com os episódios bíblicos, especialmente do último milênio antes de Cristo, e as primeiras expressões de monoteísmo na história da humanidade, inclusive o Código de Hamurabi (1901) com seus 282 artigos, e semelhante aos Dez Mandamentos de Moisés. No ano seguinte Sir Edwin Arnold, o editor do Daily Telegraph, organizou e patrocinou com ele uma expedição a Níneve, para realizar escavações. Nesta viagem encontraram-se muitos outros tabletes, como também fragmentos que registraram a sucessão e duração sobre as dinastias babilônicas. Novamente deixou a Inglaterra e voltou para Níneve (1874), por conta do Museu, e continuou as escavações em Kouyunjik, onde fez importantes descobertas sobre a história assíria, publicadas no ano seguinte. De voltas às escavações (1876) ainda pago pelo Museu britânico para encontrar o resto da biblioteca de Assur-bani-pal. Adoeceu nas proximidades de Aleppo, e prostrado pela febre, morreu nesta cidade histórica ao norte da Síria, no dia 19 de agosto, deixando viúva e filhos.

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